
Nove entre dez pessoas de outras regiões não tem a menor ideia do potencial turístico de Cabedelo. Pra quem é de fora, paira a lembrança apenas de algo relacionado com o Porto paraibano, próximo a João Pessoa. Hoje, com o profícuo trabalho de divulgação na Internet de milhares de imagens da região, que chegam em todos os lugares do Brasil e do Mundo, as coisas tendem a mudar nesse aspecto. Por outro lado, aqueles que aqui chegam e conhecem os pouquíssimos pontos turísticos, tendem a jamais esquecer o que viram e até fixam residência aqui. Ou seja, o potencial existe, porém, sem o devido cuidado e atenção por parte dos poderes públicos municipal e estadual. Uma pena.
Mas, como sempre, cabe-nos descobrir a tal luz no fim do túnel das oportunidades que se apresentam. Afinal, o Brasil inteiro há de se beneficiar do crescimento econômico estável que se percebe, do afluxo de milhares de turistas internacionais, por ocasião da Copa do Mundo de Futebol, Olimpíadas, entre outros mega eventos como, a Rio+20, no Rio de Janeiro. Some-se isso ao fortalecimento do mercado consumidor interno brasileiro e temos uma bela receita para um vertiginoso crescimento da Indústria do Turismo no Brasil. E a Paraíba tem que saber abocanhar seu naco de vários bilhões de reais adicionais esperados para esse setor da economia, a curto prazo.

Cabedelo não pode continuar a sobreviver, turisticamente, do Polo do Jacaré e de Areia Vermelha, apenas. Inserida no Bioma da Mata atlântica, com suas áreas de restinga, rios, corais, estuário e belíssimas praias, do ponto de vista ecológico, como já se ouve dizer, trata-se da “Mônaco da Ecologia Regional”. Nem mesmo belíssimos projetos de preservação, a exemplo do PTU – Projeto Tartarugas Urbanas, da Ong Guagiru – http://www.guajiru.com.br/site/, em Intermares, recebe qualquer apoio do poder público municipal e menos ainda estadual. O acesso à Fortaleza de Santa Catarina, em meio ao tráfego de pesados caminhões e cargas, apesar de sua beleza, convive com a lama quando deveria conviver com turistas locais e de fora. A escassez de hotéis e pousadas, não raro, decorrente das péssimas condições de drenagem e pavimentação urbana justo nas principais praias, afasta o turista dos nossos restaurantes, comércio, mercado imobiliário e outros serviços. E ainda há a tal concorrência de estados vizinhos que acordaram para essa realidade há mais tempo.
Carecemos de decisão política em favor do Turismo cabedelense. Ideias existem, por exemplo, quanto à sonhada PONTE sobre o Rio Paraíba, ligando Cabedelo a Lucena. Permitiria a necessária integração das economias locais, dinamizaria a atividade portuária em Cabedelo e encurtaria distâncias tanto para o turismo como para outras áreas da economia do estado. E o mais interessante: DINHEIRO TEM! Através do Ministério das Cidades somado a outros convênios, podemos redimir Cabedelo quanto ao aporte de verbas em prol do seu desenvolvimento. Mas, antes, temos que nos manter em dia com nossas obrigações fiscais – é assim que funciona.




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