Nove meses de governo Dilma, de esperança em mudanças significativas que pudessem mudar alguns paradigmas da sociedade brasileira, principalmente no que tange à Educação – e nada. Muito ao contrário, os resultados do último ENEM apontam para uma espécie de caos vivido, principalmente, pela Escola Pública, em todos os níveis de ensino. No lugar de uma profícua relação ensino – aprendizagem que ajude a juventude de milhões de brasileiros a construir um futuro produtivo, mais digno e mais feliz, vemos ampliarem-se os espaços conflituosos da intolerância – através do bullying -, da insegurança – pelo terror nas escolas patrocinado pelo crime organizado e pela ignomínia dos governantes de plantão, parecendo fazerem de conta que está tudo bem, que nada de mais acontece com essa vital instituição que é a Educação. Precisávamos, desde décadas atrás, principalmente com a chegada de um intelectual ao poder(FHC), de uma postura de estadista que determinasse novos rumos para a Educação no Brasil – no mínimo. A era Lula, travestida de uma popularidade(populismo para alguns) poucas vezes vista, nada fez que provocasse a esperada guinada em busca de melhores dias nessa área tão estratégica da nossa sociedade. Com Dilma, infelizmente, parece que o mal se repetirá. Tudo isso envergonha importante parcela do nosso povo, pois pagam caro pelos impostos cobrados e não encontram o benefício prometido nem pra si e nem pra ninguém. Talvez fosse o caso de pensar em sacrificar essa área(Educação) em benefício de outras, onde pudéssemos encontrar um Sistema de Saúde eficiente, adequadas condições de saneamento para todos os brasileiros, baixos níveis de violência urbana ou infra-estrutura que suportasse pelo menos alguns rompantes de crescimento como os desse momento da economia brasileira. Mas não. Permanecemos reféns de um mal crônico, enraizado na nossa cultura e sob os auspícios de uns poucos desejosos da manutenção do aparente caos: somos reféns de nós mesmos, da mesmice, da tolerância, da conivência com a mediocridade. E, ao que parece, nem mesmo se um de nós chegar à presidência do País, poderá implementar ou mesmo idealizar um novo paradigma, no caso, para a Educação – o ‘sistema’ não permite. Nove meses e nada… Foi-se o tempo em que deixávamos nossos filhos guardados na escola, enquanto aprendiam o mínimo necessário a se tornarem cidadãos, quando adultos. Hoje, temos tecnologia de ponta convivendo com sequestro, violência sexual e morte dentro de nossas escolas versus pacotes de dinheiro guardados em cuecas, bolsas e meias, para deleite do poder judiciário. Verdadeiro teatro do mal, com a plateia lotada mas…, nove meses e nada…

Caro Roberto: espero que você, eu e outros que acreditam num “mal crônico” estejam errados. Considerando justamente toda situação, não gostaria de estar na pele de nossos administradores governamentais atuais, uma vez que se exige deles resoluções rápidas e eficientes a amenizar os problemas sociais desenvolvidos por séculos de explorações desumanas, herança de todo bem intencionado gestor público – seja ele um político ou um professor. Também sinto necessidade de que tudo seja resolvido hoje, de preferência, mas infelizmente, como parece claro, há mais complexidades entre vontades individuais e cidadãs do que sonha nossa vã filosofia a determinar ações e dinâmicas capazes de mudar (agora) o (nosso) mundo para melhor. Diante disso, não há mais nada a fazer, a não ser atender aquele velho dito popular, que nos sugere: “fé em Deus e pé na tábua”. Grande abraço.
E haja tábua, meu Camarada… Valeu Arquidy!
Caros amigos, como sacrificar o que já está morto? Vocês conhecem alguém que queira ser professor? Claro ainda existe alguns suicidas, que não passam de cinco ou seis formandos em licenciatura por turma é pura matemática, se eu posso ganhar mais vendendo cachorro quente, tomando conta de carro e provavelmente pedindo esmolas, pq perder meu tempo nas bancas das universidades e me tornar um misserável licenciado? De certa forma a culpa cabe em boa parte a nós professores que não nos impomos como categoria, kd as lutas de classe? Não haverá melhoria na educação que não passe pela questão salarial. Fé em Deus e pé na bunda daqueles que não atenderem os interesses da educação. “Professores façam dos seus livros seus escudos e de suas canetas suas espatas” desta forma a vitória não tardará.
Não queremos ser do judiciário más queremos ser justos, 50% JÁ!
Êrha, cumpad! Digo sempre: se querem assim, então que continuemos enchendo o saco e dando cor e brilho à mediocridade política desse país. É o mínimo a fazer…, trágico e até cômico, mas é… Abraço, André!